Eu estou querendo alguma coisa, não há a coisa que se quer; apenas se quer. Procuro, então tenho que querer, assim fico querendo o que não há… e logo fico um pouco inane enquanto encostado no parapeito da varanda olho a paisagem e o prédio que me barra a vista.
Perdi o senso das palavras. Elas me fogem, estão em estado selvagem. Algumas: só as reconheço em dicionários, elas não me existem. Eu sinto o peso das palavras, a perda da realidade ordinária.
Tenho tudo para ser feliz, já que não sou essencialmente triste. Mas não me agrada a idéia de ser feliz, porque a felicidade é uma espécie de perfeitização da vida — e eu só quero ter muitos problemas para (me) resolver e (me) conduzir. Viver. Ser-me.
PS: “Deve ser amor, só pode ser amor o que Mersault está sentindo.”

1 response so far ↓
1 Ed // May 2, 2007 at 20:39
Tentei importar os posts do semiótica, mas excedeu 2m e não deu. Vou ter que excluir uns posts antigos para conseguir. Aff.
Até logo.
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