A exemplo do poema anterior, Rimbaud cantando no Limbo, ando escrevendo a lapsos. Desde o Blues ao tempo não escrevo um poema verdadeiramente. Rabisco, rabisco muito, quase não há dia em que não faça ao menos anotações. Entretanto, preciso anotar melhor de poesia e de dias.
Isto é, preciso de um diário só meu, um diário onde eu escreva para mim, até para me conhecer. E preciso de poemas; nesses tempos, pelo menos dois me ocupam a cabeça boa parte do dia. Mas não saem… E confesso que fico aflito. Nunca mais penetrei surdamente no reino das palavras, aliás quanto mais lhe vou em busca, mais escapam. É claro que a poesia é essa busca, mas a busca por agora é apenas para-mim, escamoteou a poesia…
E, caso eu não me torne um grande poeta, quem sabe o meu diário não se o torna!? Rá! Isso é muito corrente, poetas que não faziam tão grandes poemas quanto os seus diários. Fugiu-me algum nome para exemplificar. E estou com preguiça de pensar.
Aliás, estou pensando em atualizar o Perambulagens diariamente, ainda mais com a mudança que estar por vir. Adianto-vos, um coletivo. Temos um nome muito bom (mas não digo qual é), os vizinhos são inteligentes e escrevem bem, de alguns já sou amigo, alguns conheço pessoalmente.
Mas por aqui tudo parado. Amanhã tenho prova de latim, estou enfiado no meu Reading Latin. Aprendo latim e reforço meu inglês.
Breve, tudo.
Breve tudo se estabilizará, breve deletarei este post, que é inútil…

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