Lendo sobre Baudelaire descobri que eu estou sendo como seus contemporâneos que o viam como promíscuo, insano e mau poeta. Reclamo a arte do meu tempo, mas sequer quero procurar pela arte do meu tempo, sequer realmente busco entendê-lo. (embora não tenha entendido os poetas anteriores.)
É como se eu, esperando um novo Rimbaud, estivesse porém preso a conceitos retrógrados, como se o novo gênio da poesia realmente fosse um novo T.S. Eliot em minha visão atual. Eu não tenho sido radical, infelizmente. Traí-me.
É, pois, hora de ir em busca da poesia.

2 responses so far ↓
1 Vinicius Melo Justo // Nov 25, 2006 at 17:45
A arte do nosso tempo é fraca mesmo. Talvez você seja realmente intolerante, mas a questão é que em todos os momentos em que houve autores rechaçados, sempre haviam bons autores não-rechaçados. Hoje em dia, nem os não-rechaçados existem.
Formulando melhor: não é a falta de compreensão da arte de nosso tempo, é a falta de uma arte de nosso tempo.
Há poetas menores e bons, claro, mas não há um gênio, um norte a seguir. Claro: este norte é sempre um autor anterior, revisto e relido.
Mesmo que surja um gênio do nível de Shakespeare, Goethe, Dante, este gênio será reconhecido em todo seu esplendor somente depois que os autores menores começarem a tê-lo como norte.
2 Allan // Dec 2, 2006 at 17:39
Procure em Dante e em Derrida.
Leave a Comment