“Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!”
(Pessoa, Lisbon Revisited)
Desentranhar-se da sombra.
E poder fazer tudo em segredo.
Ou não querer fazer nada,
Decidir-se pelo ócio.
Caminhar por ruas ermas.
E de repente alcançar
Um boteco vagabundo.
Porém ir-se embora sem
Ao menos ter-lhe adentrado.
Só porque lá não te queres.
Então imaginas “Se
Bebesses, neste instante, o tédio
Dissipar-se-ia, serias
Discretamente feliz.
Por que não te suicidaste?
Quem morre cedo é que os deuses
Amam, querem para si.
Abandonar estas sombras
esquisitas. Retomar
o caminho já esquecido.

1 response so far ↓
1 Manoela // Nov 16, 2006 at 21:46
você vivenciou isso? a respeito da minha poética… não sei, pergunta difícil… as linhas geralmente demonstram a bagunça dos meus pensamentos… caos. Quanto à poética, vou deixar pra alguém da filosofia ou da história da arte me contar, se um dia alguém se interessar por isso :P
Leave a Comment